sexta-feira, 2 de maio de 2008

Relação com outras áreas e história...

Psiquiatria Forense é uma sub-especialidade tanto da Psiquiatria. E é em larga medida desconhecida dos psiquiatras (que geralmente não entendem de leis), e dos juristas (que quase sempre ignoram a Psiquiatria). Daí surge a necessidade desta se relacionar com:

  • O direito, em busca de esclarecer a justiça;

  • A medicina legal, para efectuar os exames necessários;

  • A toxicologia, para alguns exames complementares como à urina ou ao sangue para identificar substâncias que podem alterar o estado normal do indivíduo;
  • A enfermagem forense, uma área nova e ainda desconhecida para muitos.

Da sua historia pouco se sabe, pois esta tem muito que evoluir! Sendo ainda hoje muito pouco estudada com rigor e metodologia científica. No entanto, considera-se o espanhol Emilio Mira y Lopez o pai da psicologia e psiquiatria forense.

Em portugal...

Nesta àrea ainda não há grande desenvolvimento e muita pouca informação! Talvez seja a nossa geração que revele o quão importante seria desenvolvê-la!



Até breve!

(Inês Lima)

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquiatria_forense

terça-feira, 29 de abril de 2008

Exame Psiquiatrico...

O trabalho do psiquiatra é resumido a este exame, que apesar de ainda não ter um modelo definido, inclui diversas partes, pela seguinte ordem:
  • Identificação do examinado: deve conter a descrição física, a verificação dos documentos, sexo, idade, filiação, data de nascimento, foto e/ou impressões digitais;
  • Condições do exame: local onde foi efectuado, na presença de quem e se o paciente estava sob o efeito ou não de medicamentos;

  • Histórico e antecedentes: entenda-se por isto, a necessidade de referência aos antecedentes neuropsiquicos e respectivos tratamentos, crises existenciais e a reacção a estas; o facto de na família haver antecedentes psiquiátricos também pode ser relevante e ainda o ambiente social, familiar e profissional onde está inserido o examinado;

  • Exame clinico: do qual faz parte o exame físico e o mental, que é baseado na entrevista e nos dados do exame;

  • Exames complementares, caso houverem como análises, ECG (electrocardiograma), entre outros;

  • Diagnóstico: onde o perito não pode fazer juizes de valor, mas apenas se cingir aos factos.

No final, o psiquiatra deve ainda preencher os quesitos de forma clara e objectiva evitando comentários e justificações. São exemplos de quesitos:

  • O acusado, ao tempo da acção era, por motivo de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, inteiramente incapaz de entender o carácter criminoso do facto ou de determinar-se de acordo com esse entendimento?

  • O estado mental do acusado oferece perigo à sociedade?

É perante o exame clinico que o psiquiatra tem de estar atento e por todos os seus conhecimentos em prática pois o examinado pode ser um simulador, ou seja, pode estar a fingir apenas para evitar uma condenação. Por exemplo:

  • Os simuladores chamam à atenção com a sua efemeridade, ao contrario os transtornados que não gostam de discutir os seus sintomas;

  • Se se pedir para repetir uma ideia ao simulador ele fá-lo com exactidão, o transtornado não;

  • Os simuladores dão respostas evasivas, repetindo muitas vezes a pergunta para terem tempo de pensar na resposta, o que não acontece com os verdadeiros transtornados.

São pequenos pormenores como estes que fazem o psiquiatra perceber se o examinado é simulador ou não.

(Inês Lima)


fonte:http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=170&sec=78

sábado, 26 de abril de 2008

Noções Básicas...

No ramo da ciência forense, a psicologia e a psiquiatria tornam-se uma só! Ambas se dedicam às situações que se apresentam nos tribunais e que envolvem leis. Assim sendo, nestas áreas são tratados todos os casos psicológicos que podem surgir em contexto de tribunal. Os licenciados nestas áreas dedicam-se ao estudo do comportamento criminoso, tentando construir o percurso de vida do indivíduo e todos os processos psicológicos que o possam ter conduzido à criminalidade, em busca da raiz do problema. Descobrindo as causas das desordens, sejam elas mentais e/ou comportamentais para que se possa determinar uma pena justa.


A intervenção dos psiquiatras pode ser solicitada por:
  • Juizes;
  • Advogado;
  • Família;
  • Próprio arguido;
  • Parte lesada.

De modo a avaliar:

  • Capacidade civil, ou seja, a capacidade de gerir bens e tomar decisões referentes a si;
  • Capacidade de executar a função parental, em caso de divorcio;
  • O nível de perturbação, na sequência de acidente de trabalho, rodoviário, ou outro;
  • A responsabilidade civil, isto é, a capacidade de conhecer e avaliar a natureza e as consequências de um comportamento permitindo decidir a imputabilidade ou ausência dela, a inimputabilidade.

As alterações destas capacidades podem ter carácter transitório, evoluindo para a cura ou definitivo e irreversível.

A palavra-chave para o psiquiatra dar término ao seu trabalho é inimputabilidade, o que traduz a incapacidade para no momento do delito o criminoso reconhecer a ilegalidade do acto cometido! Caso o criminoso tenha transtornos da personalidade como é o caso dos psicopatas, ou ainda, esquizofrenia é considerado inimputavel. Caso tenha neurose, psicoses afectivas (depressões), síndroma cerebral orgânica (demência), alcoolismo e outras toxicodependências podem ser considerados inimputaveis ou imputaveis dependendo do seu estado no momento do delito.

Até breve!

(Inês Lima)

fonte: www.psicologia.com.pt

terça-feira, 22 de abril de 2008

No próximo mês...

O tema principal será a Psicologia e Psiquiatria! No fundo e no geral, ambas tratam o mesmo, o comportamento humano. No campo da ciência forense, estas áreas trabalham em conjunto com os tribunais de forma a avaliarem a capacidade do indivíduo enfrentar o julgamento, ou redigir um testamento, acompanham também os processos de abusos sexuais, entre muitos outros.
Estamos quase no final desta investigação! Não percas tudo sobre o tema, nas próximas publicações!





(Inês Lima)

sábado, 19 de abril de 2008

A cura Fatal (continuação)...


Após as análises realizadas na toxicologista, o puzzle deste crime começa a ficar preenchido. Sabemos que o Doutor David Soares foi morto por ecstasy. No entanto, surgem algumas contradições quanto as pistas encontradas no local do crime, o que faz com que haja um enorme leque de suspeitos. Este importante investigador tinha muitas pessoas que possuíam motivos para desejar a sua morte. Através da base de dados da Brigada de Investigação 126 podemos saber várias informações sobre as pessoas que estavam em contacto com o Doutor todos os dias.

Foi através da análise dos dados que descobrimos que André de Mello, rapaz que encontrou o corpo tem um irmão gémeo, e que teve um irmão que faleceu há alguns anos, quando submetido a um teste de um medicamento, para combater a dislexia, caso muito investigado na altura, mas que acabou por ser abafado. Todos os anteriormente apresentados são suspeitos do homicídio do Dr. David Soares.

Beatriz Soares, mulher do investigador, torna-se suspeita a partir do momento em que este tinha uma amante. E sendo ela uma mulher dita ciumenta e possessiva, é apontada como presumível autora do crime.

Rita Carneiro, sua amante e secretária, já mantinha uma relação duradoura com o Doutor, com que desejava casar.

Afonso Albuquerque, é o "Senhor do Dinheiro", da clínica onde o médico trabalhava, nos últimos tempos tinham inúmeras discussões, pois este durante anos tinha investido milhares de euros, e até ao momento não havia um medicamento que curasse a dislexia.


Sofia Brandão, Luís Pinto e Pedro Almeida, investigadores tal como David Soares, mas que o invejavam pela sua capacidade de conciliar a prático e a teoria num só, além disso sabiam que ele tinha feito progressos na investigação e todos desejavam ficar com os louros.

Carlota Vasconcelos, André de Mello e Rui de Mello, são igualmente suspeitos do homicídio, pois os dois primeiros deram o alerta e havia algumas impressões digitais de André de Mello no corpo. Por outro lado, estes dois irmãos tiveram um irmão Alexandre de Mello, que morreu de dislexia!


Neste crime não é necessário recorrer á odontologia forense nem há antropologia forense pois o cadáver ainda não estava decomposto, nem foram encontrados apenas dentes!

A partir de agora vamos iniciar uma nova sondagem para saber quem vocês acham que foi o assassino!

(Luísa Fonseca)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Resumo do mês

Ao longo deste mês, as nossas tarefas estiveram centradas na palestra com o Doutor Professor Pinto da Costa. Até à chegada do dia, tivemos um conjunto de tarefas que englobaram: elaboração dos convites, escrevemos as notícias de divulgação, fizemos os cartazes e preparamos o lanche e o cabaz que oferecemos ao Doutor Pinto da Costa. Após a realização da palestra, escrevemos as reflexões sobre a semana da ciência, e ainda começamos a escrever o guião do filme que pensávamos realizar, mas que devido á escassez de tempo não será possível, tal como a exposição! Neste momento iniciamos a elaboração do relatório final.













(Luísa Fonseca)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Professor Pinto da Costa na Escola de Monte da Ola




No passado dia 9 de Abril, pelas 14h 30min, a escola EB 2,3/S Monte da Ola teve o prazer de receber o Exmo. Professor Doutor José Eduardo Lima Pinto da Costa, consagrado médico legista.
A presença de tão ilustre académico e pedagogo traduziu-se numa agradável palestra sobre “As Abrangências da Medicina Legal”.
Ao longo desta sessão, o Professor abordou o conceito de medicina legal, a importância da investigação no local do crime, as diversas fases de uma autópsia médico-legal, o poder da testemunha e falou ainda sobre alguns dos inúmeros casos do seu longo percurso profissional.
Neste evento estiveram presentes mais de uma centena de pessoas, entre alunos, professores, auxiliares de acção educativa e outros convidados. A atenção, o interesse e a curiosidade demonstrados, excederam todas as expectativas.
Este será, sem dúvida, um dia inesquecível para as alunas Andreia Faria, Ana Esteves, Inês Lima, Luísa Fonseca, Teresa Felgueiras e Vera Gonçalves, dinamizadoras do projecto, para a professora responsável Ana Margarida Peixoto e para toda a comunidade escolar.

domingo, 13 de abril de 2008

As mordidas!!

Tal como já foi referido anteriormente, existem três etapas na análise de mordidas.

1.Obtenção da evidência a partir da vítima:

A marca de mordida após ser detectada vai ser examinada, quer em termos das suas dimensões, quer na configuração dentro dos parâmetros humanos. A descrição exaustiva da mordida deve incluir as seguintes características:

  • Localização;
  • Tamanho;
  • Forma;
  • Orientação;
  • Cor;
  • Tipo de lesão

Um dado importante a retirar é a saliva depositada sobre a pele quando se produz a marca de mordida. Devem, ainda ser retiradas as impressões digitais da superfície da marca de mordia. Em algumas circunstâncias, poderá ser necessário proceder á excisão do tecido lesado, no sentido de facilitar a preservação da evidência e auxiliar as investigações relacionadas com a determinação da pessoa que mordeu.

2. Obtenção da evidência a partir do suspeito:

Os especialistas tentam analisar as possíveis estruturas do perpetrador, quer intra quer extra orais. Tendo-se em conta a saúde dentária do suspeito, assim tem-se em atenção:

  • Mobilidade dentária;
  • Restaurações dentárias;
  • Fracturas;
  • Cáries;
  • Tratamentos dentários; entre outros.

E tenta-se saber se ocorreram antes ou depois da agressão.

Quando o suspeito é identificado devem-se obter impressões de ambas as arcadas dentárias, para realizar modelos de gessos. Será a partir destes modelos que efectuam sobreposições fotográficas transparentes, à mesma escala das fotografias da marca de mordida original.

3.Comparação da evidência:

Após a análise da mordida vai-se proceder à comparação das evidências do suspeito e às evidências da lesão. Esta comparação visa a observação do padrão dos dentes com traços similares e características apresentadas em fotografias de tamanho real. São produzidas sobreposições transparentes de várias formas, mais frequentemente por computador, com o objectivo de assegurar que existe correspondência suficiente entre o tamanho e posição dos dentes do possível agressor e as características identificativas na marca de mordida. Outros métodos consistem em comparações directas dos modelos do suspeito com fotografias da marca de mordida, comparação das marcas de mordida experimentais ou utilização de imagens radiográficas.


Font://medicina.med.up.pt/legal/
http://www.pericias-forenses.com.br/identesodo.htm

(Luísa Fonseca)