terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Técnicas utilizadas...(exames)

Para a realização da maior parte dos exames e perícias que estão a cargo dos patologistas, referidos no post anterior é necessário recorrer-se à histologia e à citologia, porque é com base nestas áreas que se realizam os exames.


Histologia e Histopatologia


O que é?


A histologia é a ciência que se dedica à investigação da estrutura e funcionamento dos tecidos orgânicos.
A histopatologia refere-se ao exame microscópico dos tecidos, a fim de estudar as manifestações da doença.





Para que serve?

No domínio da histologia realizam-se exames de histologia normal e exames de histologia extempotanêo.

Na área da histopatologia realizam-se exames histopatológicos. Nestes últimos exames recorre-se à histologia, na medida em que, os tecidos colhidos numa autópsia, cirurgia ou biopsia passam por vários processos (métodos histológicos) até se tornarem aptos à observação microscópica. Portanto a histologia e a histopatologia estão intimamente relacionadas.
São estas duas áreas que permitem em organismos vivos identificar, por exemplo, uma cirrose hepática – através da biopsia de um fígado; em organismos mortos é possível determinar a causa da morte, sendo utilizadas quer no âmbito das autópsias clínicas, quer no âmbito das autópsias médico-legais.


Técnicas utilizadas...


Para a concretização dos estudos histológicos e histopatológicos, os técnicos em anatomia patológica seguem uma metodologia muito específica.



  1. Fixar, desidratar e diafanizar o tecido a analisar, incluindo-o em parafina;

  2. O bloco formado é cortado em secções ultrafinas com a ajuda de um micrótomo;

  3. As secções ultrafinas são colocadas em lâminas e coradas com substâncias corantes que permitem evidenciar a estrutura dos tecidos, conjunto de células, pigmentos e microorganismos;

  4. Observação microscópica das lâminas e avaliação dos resultados obtidos, comunicando-os ao médico anatomo-patologista.

História....

A histologia nasceu com aqueles que utilizaram o microscópio para os seus estudos, tal como Robert Hook, Malpighi, Gram, Ham, Fontana entre outros. Conhece grandes avanços em paralelo com os progressos no campo da biologia celular, já que esta fornece importantes conhecimentos sobre a célula.
Também de extrema importância para o desenvolvimento da histologia foi a invenção e aperfeiçoamento de inúmeras técnicas, como a cultura de tecidos, coloração vital, uso de marcadores radioactivos, coloração específica entre outros.



Citologia e citopatologia

O que é?

A citologia é o ramo da biologia que estuda as células no que diz respeito à sua estrutura, suas funções e a sua importância na complexidade dos seres vivos.
A citopatologia é um ramo da patologia que estuda e diagnostica doenças a nível celular.


Para que serve?
A citologia e a citopatologia intervêm na realização de exames de citologia normal, na medida em que, é feito um estudo através da observação microscópica de células dos tecidos espontaneamente ou por técnicas próprias. Estas duas áreas constituem um meio de diagnóstico precoce de lesões malignas ao permitirem a identificação de células neoplásicas.


Técnicas utilizadas...



O estudo das amostras citológicas é feito através da aplicação de técnicas: fixação, centrifugação, citocentrifugação, esfregaço e coloração após o qual as mesmas são observadas ao microscópio pelos técnicos. Em seguida, analisam e avaliam os resultados obtidos, identificam e separam as citologias negativas das positivas para células neoplásicas, enviando estas últimas ao patologista.


( Teresa Felgueiras)

Bibliografia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Histopathology www.dgct.msst.gov.pt/profissoes2005/tecanatomiapatologica.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Cytopathology
http://pt.wikipedia.org/wiki/Citologia
diciopedia 2003

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Anatomia Patológica Forense

O que é?

Antes de mais, a palavra anatomia patológica compreende duas grandes disciplinas: anatomia e patologia, sendo essencial a sua compreensão para o estudo desta área que está intimamente relacionada com a ciência forense.


  • A anatomia é o ramo da biologia no qual se estudam a estrutura e organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.

  • A patologia consiste no estudo das doenças em geral sob determinados aspectos, destinando-se sobretudo ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.


CONCEITO:

  • A anatomia patológica é um ramo da patologia que lida com o diagnóstico das doenças baseado no exame macroscópico de peças cirúrgicas e microscópicos para o exame de células e tecidos.
    A ciência forense recorre a esta disciplina para a concretização do seu trabalho, por isso fala-se em anatomia patológica forense.


História...

Giovsnni Battista Morgagni é considerado o pai da anatomia patológica moderna devido ao livro por ele publicado “Sobre os lugares e as Causas das doenças anatómicas verificadas”, em que descreve a vida dos seus pacientes, a maneira como morreram e as autópsias que conduzia.


Para que serve?

Os técnicos de anatomia patológica e os médicos anátomo-patologistas avaliam, planeiam e processam amostras de tecidos e de células isoladas, colhidas em organismos vivos ou mortos, para a sua observação óptica ou electrónica, a nível macroscópico e microscópico. O seu trabalho visa essencialmente, o diagnóstico e o prognóstico de patologias na espécie humana, destacando-se como suas principais áreas de intervenção a histologia e a citologia.

Exames e perícias no âmbito da anatomia patológica forense:

1-Exames de histologia normal (biopsia/peça);

2-Exame de citologia normal (Papanicolau, urina,
LCR, punção aspirativa, líquido pericárdico, líquido
pleural, etc);

3-Exame ultra-estrutural (microscopia electrónica);

4- Estudo imuno-histocitoquímico;

5-Técnicas especiais;

6-Exame histológico extemporâneo (embolia gorda);

7-Consulta com revisão de registos ou repetição de estudos em material enviado a outro serviço ou laboratório com elaboração de relatório final.

Se querem aprender mais sobre as técnicas utilizadas para a realização destes exames e perícias não deixem de nos visitar.

(Teresa Felgueiras)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Resultado da Sondagem!

Aqui vão os resultados da questão colocada!

A pergunta colocada foi: Qual é o tipo de exames que os técnicos de anatomia patológica se baseiam para dar o seu parecer?



As opções eram:


  • Exames médico legais, com 5 votos

  • Exames histopatológicos, com 12 votos

  • Exames patológicos, com 14 votos

  • Exames citológicos, com 4 votos

Como na sondagem feita anteriormente, a resposta correcta não foi a mais votada. A correcta era a segunda opção - exames histopatológicos. Nos próximos posts vão poder ler e aprender mais sobre anatomia patológica, por isso não deixem de nos visitar.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A Cura fatal (2ª parte)...

Tal como tinha sido dito no post anterior aqui está a continuação da história que será resolvida mês a mês.


O suspense continua.

Com a chegada do criminalista e do médico legista parte-se então para o isolamento da área para que nenhum vestígio se altere. Um segundo passo do criminalista será fotografar o local e observar atentamente todo o espaço, iremos ver que os primeiros vestígios são fundamentais para a resolução de qualquer crime.

Neste caso verifica-se diversos indícios, sendo estes – as pingas de sangue encontradas ao lado do corpo, comprimidos espalhados pelo chão, caixa de comprimidos, flores, o telemóvel com um código intrigante “83783032” e salpicos de sangue num poste de candeeiro. Assim o criminalista irá tirar as fotografias e recolherá os indícios conforme a numeração correlativa.
Depois de trabalho árduo em campo este especialista entrega todos os indícios ao laboratório para serem analisados.




Cá está o registo fotográfico do crime:







Não percam os próximos passos da resolução deste crime.




Fiquem atentos ....




(Andreia Faria)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Curiosidades...

Na gíria forense, as recolhas recebem inicialmente o nome de “vestígios”, quando se prova que um vestígio está intimamente relacionado com o facto que se investiga, ascende à categoria de indício. Uma vez integrado no processo penal, e só então, o indício converte-se em prova.

Para poder levar a cabo as suas pesquisas, o investigador policial viaja acompanhado por uma maleta de ferramentas diversas como alicates, pinças, tesouras de latoeiro, espátula, chaves, limas, pá, cinzel, estilete, máscara, luvas de látex, lupa, atomizador, seringas para amostras líquidas, sacos, frascos e moldes para pegadas. São imprescindíveis os jogos de pós, escovas e reagentes para vestígios. Para examinar tecidos e peças de roupa em busca de restos de saliva, de sangue ou de sémen é necessária uma luz azul e um par de lentes laranjas e o ultravioleta. Alguns elementos básicos, mas indispensáveis são a fita adesiva, o papel, o lápis e a bússola para situar com precisão o local.
Se quiserem saber mais sobre a maleta que acompanha o criminalista visitem o site: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/novoemfolha41/te21062006067.shtml


No próximo post poderão visualizar a continuação do vídeo, e como a criminalística nele actua.

Ao longo destes meses (Novembro/Dezembro), o grupo BI 126, desenvolveu várias actividades desde a elaboração do crime, procura de patrocínios e preparação de experiências.
Não podíamos deixar de referir a nossa imensa gratidão a todos aqueles que colaboraram connosco e também às instituições que nos forneceram ajuda monetária e nos ofereceram material, sendo elas:


- Caixa Geral de Depósitos;
- IPJ;
- Dental Anha;
- Farmácia Barbosa.


Nas imagens abaixo temos a Luísa e a Teresa (com a excepção da Ana que está a tirar a foto), já na última imagem temos a Inês e a Vera (falto eu (Andreia), pois também estou a tirar a foto), a trabalhar para o crime que se encontra neste blogue.





(Andreia Faria)


Bibliografia:"A nova ciência conta o crime", Super Interessante, número 105-Janeiro de 2007; páginas 53 a 57.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Resultado da Sondagem!!!

A questão colocada foi: Quais são os elementos básicos que existem na maleta de ferramentas do criminalista?

As opções eram:

  • Alicates, tesouras de latoeiro; com 14 votos
  • Fita adesiva, papel, lápis; com 14 votos
  • Chaves, lima, pá; com 11 votos
  • Lupa, seringas, reagentes; com 22 votos

Desta vez, a resposta correcta não foi a mais votada. A resposta correcta era fita adesiva, papel e lápis, pois estes é que eram os elementos mais básicos, apesar de todos os outros também fazerem parte da maleta do criminalista.

No próximo post poderão encontrar a maioria dos elementos que fazem parte da maleta, por isso fiquem atentos e aguardem pelas novidades.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Criminalística e suas técnicas...

Nesta área todos os vestígios são importantes e para que estes não se alterem, contaminem ou se percam, a cena do crime deve conservar-se intacta até que a equipa forense termine o seu trabalho. Assim que a zona está isolada, os investigadores começam um exame rigoroso do local, a inspecção técnica ocular.

Numa primeira fase:
- documenta-se o local através de fotografias, vídeos, esboços, planos e anotações escritas que reflictam o aspecto do local tal como foi encontrado;
- para que não escape nemhum detalhe , os agentes percorrem a área isolada em espiral, por quadrículas ou de forma linear;
- por último, os vestígios localizados são sinalizados com a sua numeração correlativa e um testemunho métrico, e fotografados.
Concluído o rastreio, cada vestígio é cuidadosamente recolhido, embalado, etiquetado e enviado para o laboratório, para um exame em profundidade. Os cabelos e as fibras, os fluidos corporais que contêm material genético e os líquidos voláteis, mais frágeis, têm prioridade. É fundamental que os recipientes onde são transportados estejam perfeitamente identificados com dados como a data, a hora, a vítima, a localização do indício, o tipo, o número, o nome da pessoa que o recolhe e o caso judicial a que pertencem. É também imprescindível que todos profissionais que intervieram ou colaboraram na recolha dos indícios fiquem registados, para o caso de surgir algum problema de contaminação cruzada.

Quando se trata de encontrar impressões digitais, a tarefa é um pouco mais complicada. Para trazê-las à vista de todos, a polícia aplica sobre a superfície dos objectos um químico reagente, em pó ou pulverizado, que é fabricado com fórmulas diferentes, embora a maioria contenha resina de trementina, óxido férrico negro e um pigmento obtido da fuligem.
Como é praticamente impossí
vel cobrir toda a cena do crime com o produto, a procura de impressões digitais começa nos possíveis pontos de entrada do autor dos factos e amplia-se a área mais próxima do lugar onde o delito foi cometido, nos objectos que o criminoso poderá ter tocado à sua passagem (interruptores, armas, portas, volantes, cofres, gavetas) e nos que poderá ter abandonado como as pontas de cigarro, pastilhas elásticas ou maços de tabaco vazios.

(Andreia Faria)
Bibliografia:"A nova ciência conta o crime", Super Interessante, número 105-Janeiro de 2007; páginas 53 a 57.

Resultado da Sondagem!

A segunda questão colocada, foi: Qual é o primeiro passo a adoptar pelo criminalista ao chegar ao local do crime?

As respostas foram:

  • Recolher vestígios, com 11 votos

  • Fotografar, com 12 votos

  • Remover o corpo, com 11 votos

  • Isolar a área, com 26 votos


A resposta correcta é - isolar a área, ou seja, a mais votada pelos cibernautas.



Esta é uma das técnicas utilizadas pelos criminalistas para obterem um exame rigoroso, a inspecção técnica ocular.



Não percas as novidades que se seguem sobre as técnicas utilizadas...